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Chota

Pouco antes da festa, um bezerro desaparece. Na cerca, há uma corda perfeitamente cortada; na poeira, um rastro falso, e alguém quer fazer a patrulha noturna parecer incompetente.

Perusina, Perusino e Franz se envolvem em um mistério em Chota sobre as Rondas Campesinas, caos no mercado, mototáxis e uma noite em que cuidar uns dos outros é mais importante do que ter coragem sozinho.

Perusina, Perusino e Franz investigam uma corda cortada em Chota enquanto a festa é preparada

A patrulha noturna de Chota

Uma aventura em Chota sobre as Rondas Campesinas, um bezerro desaparecido, pistas falsas e a questão de como uma comunidade vigia unida sem ser enganada.

A primeira pista foi uma corda.

Perusina examina a corda desfiada na cerca enquanto Perusino e Franz verificam o rastro
A corda não arrebentou. Ela foi cortada de forma limpa.

Ela estava pendurada em uma cerca de madeira nos arredores de Chota, desfiada, suja e cortada de maneira meticulosa demais.

Perusina parou. "Isso não arrebentou."

Perusino ajoelhou-se ao lado dela. "Talvez o bezerro tivesse dentes muito fortes."

Franz enfiou o focinho na poeira. "Ou alguém tinha uma faca. Só digo uma coisa: se eu for roubar alguma coisa, deixo pelo menos um rastro mais bonito."

"Você não rouba nada", disse Perusina.

"Eu chamo de verificação de provisões."

Atrás deles, o local da festa estava sendo preparado. Chota estava barulhenta naquele dia: ensaios musicais, vozes, barracas de mercado, cascos de cavalos, mototáxis, pessoas com chapéus e ponchos. A festa de San Juan Bautista estava chegando. Por toda parte, coisas eram carregadas, empurradas e pessoas gritavam.

Apenas no pátio de Don Eusebio estava tudo silencioso.

Silencioso demais.

Seu bezerro jovem havia sumido.

"Logo hoje", murmurou ele. "Quando as Rondas vierem para a patrulha noturna, todos dirão que não prestamos atenção."

Perusina, Perusino e Franz seguem um rastro suspeito pelo local da festa em Chota
Entre caixas de festa e barracas de mercado, alguém se move rápido demais.

Perusina olhou para cima. "As Rondas?"

Don Eusebio assentiu. "Aqui em Chota, muitos conhecem as Rondas Campesinas. Pessoas cuidam da sua comunidade juntas. Não sozinhas. Juntas."

Franz ergueu a cabeça. "Cuidar juntos soa bem. Comer juntos soa melhor."

Então eles ouviram.

Um barulho metálico vindo da viela.

Perusino saltou. "Ali!"

Uma sombra passou rapidamente por trás de uma pilha de caixas da festa. Nenhum monstro. Nenhuma mágica. Apenas alguém que não queria ser visto.

Perusino saiu correndo.

"Claro", suspirou Perusina. "Ele corre."

Ela correu atrás dele.

Perusino escorrega em batatas enquanto Franz desliza por sabão e Perusina continua a perseguição
A perseguição leva direto para o meio do mercado.

O rastro levava ao meio do mercado. Um saco de batatas estourou quando o desconhecido bateu nele. Batatas rolaram pela rua. Perusino pulou sobre três, pisou na quarta e começou a balançar os braços.

"Eu tenho tudo sob controle!"

Ele não tinha nada sob controle.

Ele escorregou para dentro de uma banca de chapéus de palha, segurou-se em uma vara de madeira e deu um giro completo. Franz passou por ele voando, mais perto do chão, com o focinho como uma pequena bússola.

"Esquerda! Não, direita! Não, ah, queijo!"

"Isso não é queijo", gritou Perusina. "É sabão!"

Franz freou tarde demais e deslizou por uma cesta com pedaços de sabão. Depois disso, ele cheirava como um desastre muito limpo.

O desconhecido desapareceu atrás de uma parede.

Perusina descobre uma marca de pneu na lama e um pedaço de poncho na parede em Chota
O sapato não está lá. Em vez disso, há uma marca de pneu na lama.

Quando Perusina dobrou a esquina, não havia ninguém. Apenas um pedaço de tecido pendurado em um prego. Marrom-escuro. De um poncho.

E ao lado: uma marca na lama.

Nenhum casco.

Nenhum sapato.

Um pneu.

"Mototáxi", disse Perusina.

Perusino limpou a poeira do rosto. "Então vamos pegar um também."

Três minutos depois, eles estavam em um mototáxi amarelo que chacoalhava pela rua. Franz estava na frente, sobre os joelhos de Perusino, mantendo o focinho ao vento.

"Sinto cheiro de bezerro. Poeira. Medo. E alguém comeu empanadas."

"Concentre-se", disse Perusina.

"Empanadas podem ser pistas."

Perusina, Perusino e Franz encontram uma patrulha noturna com lanternas perto de Cuyumalca
À noite, a patrulha noturna começa. Todos observam juntos.

O motorista os levou para fora, em direção a Cuyumalca. As casas tornaram-se mais raras. As montanhas aproximaram-se. A noite rastejou pelos campos. Onde os caminhos se cruzavam, homens e mulheres estavam juntos. Sem uniformes. Sem grandes discursos. Chapéus, ponchos, lanternas, olhos atentos.

Uma patrulha noturna.

Uma mulher com uma trança cinza levantou a mão. "Vocês estão procurando o bezerro?"

Perusina assentiu. "E alguém que está deixando pistas falsas."

A mulher apontou para o caminho. "Há uma hora, um mototáxi subiu por ali. Sem luzes."

"Sem luzes?" Perusino olhou para o céu. "Isso é quase tão esperto quanto andar descalço em cactos."

Franz cheirou. "O bezerro esteve aqui. Mas não foi sozinho."

Eles seguiram o caminho ladeira acima. Ficou mais escuro. Grilos cantavam. Em algum lugar, metal chocalhava. Então ouviram um mugido baixo.

Perusino arregalou os olhos. "O bezerro!"

"Espere", sussurrou Perusina.

Perusino ativa a armadilha de latas enquanto Franz bloqueia o caminho na encosta e Perusina corre para o bezerro
A armadilha faz barulho. Franz cheira a sabão e parece muito indignado.

Tarde demais.

Perusino avançou e pisou em uma corda esticada. Uma lata fez barulho. Depois outra. Depois vinte. A encosta inteira fez um escândalo.

Um homem saltou de trás de uma rocha e tentou fugir.

Franz colocou-se em seu caminho.

O homem não parou por causa de Franz.

Ele parou porque Franz estava totalmente molhado e ensaboado, brilhando ao luar e parecendo uma raposa indignada vinda de uma lavanderia.

"O que é isso?", balbuciou o homem.

"Justiça com orelhas", disse Franz.

Perusina correu para o cercado. Lá dentro estava o bezerro. Ileso, mas nervoso. Ao lado dele, havia várias coisas: uma faca, um pedaço de poncho, um pneu velho e uma placa na qual alguém havia escrito mal: A culpa foi da Ronda.

Perusina ficou em silêncio.

"Ele não queria apenas roubar o bezerro", disse ela. "Ele queria que todos desconfiassem das Rondas."

Perusina explica à patrulha noturna de Chota as pistas falsas junto ao bezerro resgatado
O caso não é resolvido de forma selvagem. Ele é esclarecido em conjunto.

A mulher com a trança cinza subiu a encosta com várias pessoas. Ninguém gritou. Ninguém agrediu. Eles apenas se posicionaram de forma que o homem não pudesse escapar.

"Por quê?", ela perguntou.

O homem olhou para o chão. "Eu queria que ninguém mais desse ouvidos a vocês na festa. Assim, teria sido mais fácil levar mercadorias do mercado à noite."

Perusino cerrou as mãos. "Isso é ruim, mesmo para um plano ruim."

Don Eusebio chegou pouco depois com uma lanterna. Ao ver o bezerro, suspirou como se tivesse prendido a respiração o dia todo.

O bezerro cutucou Franz.

Franz caiu para trás na poeira.

"Eu o salvei", disse ele do chão. "Ele demonstra gratidão de forma muito física."

A patrulha noturna levou o homem de volta para Chota. Não secretamente. Não de forma selvagem. Mas juntos, calmamente, atentos. Todos viram o que tinha acontecido. Todos ouviram o que Perusina explicou: a corda cortada, as pistas falsas, a marca de pneu, a placa.

Na manhã da festa em Chota, Perusina recebe um pedaço de corda enquanto Perusino e Franz comem empanadas
Pela manhã, a festa começa. A pista mais importante fica com Perusina.

Na manhã seguinte, a festa começou.

Música preenchia as ruas. Chapéus balançavam. Cascos de cavalos soavam nas pedras. O bezerro de Don Eusebio estava de volta ao pátio e mastigava como se nada de especial tivesse acontecido.

Perusino ganhou uma empanada.

Franz também ganhou uma.

Perusina ganhou um pequeno pedaço de corda da mulher com a trança cinza.

"Para lembrar", disse a mulher. "Cuidar não significa causar medo. Cuidar significa: observar juntos o que alguém sozinho poderia ignorar."

Perusina colocou a corda no bolso.

Franz mastigou satisfeito. "Eu também aprendi algo."

"O quê?", perguntou Perusino.

"Sabão não é queijo."

E, em algum lugar em Chota, o próximo tambor começou a tocar.

O caso está resolvido: Chota não é explicada aqui como em um guia de viagem. A história mostra por que a vigilância compartilhada, pistas precisas e responsabilidade fazem parte da identidade das Rondas Campesinas.

O que há nesta aventura?

Chota é considerada um local importante de origem das Rondas Campesinas no Peru. Especialmente Cuyumalca está associada aos primórdios das Rondas.
Rondas Campesinas, nesta história, significam: as pessoas cuidam umas das outras, protegem a comunidade e não tentam resolver os problemas sozinhas.
A festa de San Juan Bautista, a vida no mercado, chapéus, ponchos, mototáxis e música dão a este mistério a atmosfera de Chota.

Três pistas dos amigos

Perusina reconhece a pista falsa

Ela não acredita imediatamente na primeira impressão. Corda, tecido, pneu e placa só montam o quebra-cabeça quando vistos juntos.

Perusino traz agilidade

Ele sai correndo cedo demais, acaba no caos do mercado e, ainda assim, garante que o rastro não seja perdido.

Franz sente o absurdo

Ele encontra o bezerro, poeira, medo e empanadas. Além disso, aprende que sabão não é queijo.

Sua missão de explorador

Monte um quadro de pistas: corda, tecido, marca de pneu, placa, bezerro, patrulha noturna. Qual pista é real? Qual pista foi feita para enganar alguém? Desenhe setas e resolva o caso como a Perusina.

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Perguntas sobre Chota

Esta página é um guia de viagem?

Não. A página é uma história de aventura para crianças. Chota é vivenciada através de um mistério, patrulha noturna, caos no mercado e pistas falsas.

O que há de especial em Chota?

Chota é particularmente importante para a história das Rondas Campesinas no Peru. Na história, isso se transforma em um mistério apropriado para crianças sobre vigilância compartilhada.

O que são Rondas Campesinas?

As Rondas Campesinas são organizações rurais comunitárias. Elas surgiram, entre outras razões, para cuidar de vilarejos, estradas, animais e campos, e para resolver problemas coletivamente.

Por que Cuyumalca tem um papel importante?

Cuyumalca, perto de Chota, está associada aos primórdios das Rondas Campesinas. Por isso, a pista na história leva até lá.

O que as crianças aprendem nesta aventura?

Elas aprendem que bons detetives não correm apenas. Eles observam, comparam pistas e entendem por que a comunidade às vezes é mais forte do que alguém sozinho.

Fontes e informações adicionais

As informações factuais nas seções educativas baseiam-se em conhecimentos gerais sobre Chota, Cuyumalca, as Rondas Campesinas, a festa de San Juan Bautista e o cotidiano rural em Cajamarca:

  • Informações gerais sobre a província de Chota e a região de Cajamarca
  • Informações gerais sobre a origem das Rondas Campesinas em Chota e Cuyumalca
  • Informações gerais sobre San Juan Bautista e a cultura de festas em Chota
  • Informações gerais sobre mercados, mototáxis, chapéus, ponchos e o cotidiano rural no norte do Peru