Perusina, Perusino e Franz em Rioja
Em Rioja, um chapéu de bombonaje especial deve ser exibido durante o Carnaval. Mas água espirra pela Plaza, o chapéu desaparece e um antigo padrão de trançado corre perigo.
Perusino coloca o chapéu "só por um instante". Franz suspira: "Isso soa como o início de trabalho."
O chapéu que não podia molhar
Uma história de Rioja feita de fibras de bombonaje, Carnaval, copos de água, tambores e um chapéu cujo padrão revela mais do que Perusino imagina ao colocá-lo.
Perusino colocou o chapéu.
Esse foi o início do problema.
Na verdade, ninguém deveria tocar no chapéu. Ele estava sobre uma mesa no meio da Plaza de Rioja, sob uma cobertura de tecido, vigiado por três mulheres, dois tocadores de tambor e um menino que parecia muito importante, apesar de usar apenas um apito no pescoço.
O chapéu era claro, trançado delicadamente e tinha um padrão na borda que contornava a aba como pequenas ondas.
"Só por um instante", disse Perusino.
Perusina virou-se. "O que você está fazendo?"
"Estou verificando se serve."
"Por quê?"
"Caso o chapéu precise de ajuda."
Franz cobriu os olhos com as duas patas. "Ah, não."
Nesse momento, o menino com o apito apitou.
"O portador do chapéu está pronto!", gritou ele.
"Que portador de chapéu?", perguntou Perusino.
Três tambores começaram a tocar. Dois homens levantaram Perusino e o colocaram sobre uma pequena caixa de madeira. Uma mulher jogou uma fita colorida sobre o seu ombro.
Rioja estava em pleno fervor de Carnaval. Na Plaza, faixas coloridas balançavam. Crianças corriam com copos de água. Nas barracas, havia chapéus de bombonaje, bolsas e cestas trançadas. Por toda parte, cheirava a palmeira molhada, tinta, comida e à chuva que ainda restava nas calhas.
Um chapeleiro idoso abriu caminho pela multidão. "Não se mova!"
O homem tirou o chapéu da cabeça de Perusino e o segurou no alto. "Este é o chapéu festivo. Ele não pode se molhar."
Franz piscou. "Em um Carnaval com copos de água? Corajoso."
O chapeleiro apontou para a aba. "Este padrão é antigo. Ele mostra como a minha avó trançava. Hoje ele seria mostrado às crianças. Mas, se o chapéu molhar, as fibras se contraem. Então não se consegue mais ver a sequência."
Perusina aproximou-se. "A sequência?"
O homem assentiu. "O bombonaje não é trançado de qualquer jeito. Cada fibra passa por cima, por baixo, por cima, por baixo. Quem sabe ler o padrão, consegue trançar igual."
Nesse momento, água espirrou pela praça.
"SERPENTE DE ÁGUA!", alguém gritou.
Um menino com uma máscara pintada correu passando por eles, segurando uma mangueira de bambu. O jato de água disparou por toda a Plaza. Todos riam, gritavam e pulavam para o lado.
Perusina tentou agarrar o chapéu.
Tarde demais.
O jato de água atingiu a mesa.
O chapéu tinha sumido.
Por um momento, apenas ouviu-se a água da chuva pingando.
Então Franz disse: "Gostaria de registrar que foi o Perusino quem começou isso."
"Não ajuda", disse Perusino.
Perusina ajoelhou-se junto à mesa. Onde o chapéu estava, havia uma única fibra clara. Ao lado, uma pequena gota de tinta vermelha.
"O chapéu não foi levado pela água", disse ela. "Alguém o pegou."
O chapeleiro ficou pálido. "Se alguém copiar o padrão..."
"Então vamos encontrá-lo", disse Perusina.
Franz farejou a fibra. Suas orelhas se ergueram. "Palmeira molhada. Tinta. E algo doce."
"Masato?", perguntou Perusino esperançoso.
"Talvez."
A pista levava entre as barracas do mercado. Passando por chapéus pendurados em cordas. Passando por cestas cheias de fibras de bombonaje. Passando por uma barraca onde um homem misturava tinta colorida em tigelas.
Ali Franz parou.
"Aqui."
No chão havia uma gota de tinta vermelha. Depois outra. Depois uma pequena mancha sobre uma folha de palmeira.
Perusina pegou. Na folha estava marcado um padrão: por cima, por baixo, por cima, por baixo, duas vezes ao redor.
"Isso é da borda do chapéu", disse ela.
Nesse momento, um grupo musical passou pelo beco. Tambores, flautas, máscaras, risadas. Perusino foi arrastado pela multidão.
"Estou infiltrado!", gritou ele enquanto alguém colocava nele uma máscara com um nariz enorme.
Perusina correu atrás. Franz saltou por baixo de uma mesa, saiu do outro lado com uma tira de bombonaje na boca e continuou correndo.
A pista levava a uma pequena oficina na borda da Plaza. Dentro, o chapéu festivo estava pendurado sobre uma armação de madeira. Ao lado, uma menina sentada tentava transferir o padrão para uma fita fresca.
Perusina parou na porta. "Pare."
A menina assustou-se. "Eu ia devolver!"
O chapeleiro surgiu atrás de Perusina na oficina. Seu rosto tornou-se severo.
A menina apertou a fita contra o peito. "Minha mãe também trança. Mas ninguém olha para os chapéus dela porque não temos um nome famoso. Eu queria aprender o padrão. Só uma vez."
O chapeleiro expirou lentamente. "Você poderia ter pedido."
"O senhor teria me mostrado?"
Ele ficou em silêncio.
Lá fora, um tambor soou. Água espirrou contra a porta.
Perusino, ainda com a máscara de nariz gigante, colocou a cabeça para dentro. "Uma pergunta rápida: é essa a parte em que ninguém sabe quem está com a razão?"
Franz sentou-se ao lado do chapéu. "Eu só sei que o chapéu cheira a pânico."
Perusina pegou a fita da menina. "Ela quase acertou. Mas aqui." Ela apontou para um ponto. "Aqui a fibra passa por cima duas vezes. No chapéu verdadeiro, ela passa por baixo primeiro."
O chapeleiro olhou com atenção. Depois pegou uma fibra de bombonaje e sentou-se à mesa.
"Então vou mostrar a todos vocês."
Levaram o chapéu de volta à Plaza. Desta vez, ele estava sob uma cobertura maior. Crianças se aglomeravam. O chapeleiro colocou o chapéu festivo ao lado da fita da menina.
"Um padrão não pertence a uma caixa trancada", disse ele. "Mas também não deve ser roubado. Aprende-se com respeito."
Então ele demonstrou lentamente: por cima, por baixo, puxar, girar, segurar.
A menina acompanhou. Perusina observava. Franz farejava. Perusino também tentou e, sem querer, trançou a própria manga.
"Sou parte do artesanato", disse ele orgulhoso.
Então o menino com o apito voltou. "O cortejo vai começar!"
O chapeleiro colocou o chapéu festivo em um suporte alto. A chuva tamborilava no telhado. Copos de água voavam pela Plaza. Os tambores começaram a agitar.
E o chapéu permaneceu seco.
Franz postou-se diante dele como um guardião. "Ninguém vai molhar o chapéu."
Perusino levantou a mão. "Nem sem querer?"
"Principalmente você não."
Perusina riu. Rioja cheirava a chuva, bombonaje e Carnaval. E desta vez, o padrão não desapareceu. Ele passou de mão em mão. Exatamente como um bom segredo às vezes deve fazer.
O que há nesta aventura?
Três pistas dos amigos
Ela percebe que a fibra não está lá por acaso e que o padrão na folha de palmeira veio da borda do chapéu.
Ele verifica o chapéu, é declarado o portador oficial e acaba no meio do Carnaval com um nariz gigante.
Ele segue o rastro de palmeira molhada, tinta vermelha e algo doce, mesmo tendo que cuidar rigorosamente do chapéu durante o processo.
Sua tarefa de explorador
Invente seu próprio padrão de trançado usando quatro comandos: por cima, por baixo, girar, apertar. Desenhe-o como um código secreto para a borda de um chapéu.
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Abrir canal no WhatsAppPerguntas sobre Rioja
Esta página é um guia de viagem?
Não. Esta página é uma história de aventura infantil. Rioja é apresentada através dos chapéus de bombonaje, do Carnaval, dos padrões de trançado e da trama.
O que há de especial em Rioja?
Rioja é conhecida, entre outras coisas, pelo artesanato em fibras de bombonaje. Por isso, um chapéu trançado é o ponto central.
O chapéu festivo é real?
O chapéu e o caso são fictícios. O núcleo real são o artesanato em bombonaje, as técnicas de trançado e o contexto do Carnaval.
Por que o chapéu não pode molhar?
Na história, a água faria as fibras se contraírem, tornando o padrão ilegível. Isso cria a pressão do tempo.
O que as crianças aprendem nesta aventura?
Aprendem que o artesanato contém conhecimento, que padrões podem ser lidos e que a habilidade tradicional deve ser transmitida com respeito.
Fontes e informações adicionais
As informações factuais nas seções de aprendizado baseiam-se em conhecimentos gerais sobre Rioja, San Martín, artesanato em bombonaje e tradições festivas regionais:
- PromPerú: Informações sobre Rioja e a região de San Martín
- Gobierno Regional de San Martín: informações regionais sobre locais, artesanato e cultura
- Ministerio de Cultura del Perú: informações sobre patrimônio cultural imaterial e práticas tradicionais
- Instituto Nacional de Estadística e Informática (INEI): dados básicos regionais sobre o Peru e San Martín